#08 This is War (Navy Seals): A Morte De Bin Laden

Publicado: 29/01/2013 em This is War

ng1517752

Na madrugada do dia 02 de maio de 2011, o Presidente dos Estados Unidos da América, anunciou a morte de Osama Bin Laden, líder do grupo Al-Qaeda, e responsável pelo ataque terrorista ocorrido nas torres gêmeas (Word Trade Center) e Pentágono.

Airoft_Seals_6_by_TheTomi
A operação militar denominada “Operação Lança de Netuno”, ocorreu no Paquistão, tendo à frente militares do Grupo para o Desenvolvimento de Operações da Marinha dos Estados Unidos (DEVGRU), conhecidos como Equipe Seis do Seal da Marinha, e Agentes da Central Intelligence Agency – CIA, que saíram da base americana em Jalalabad, no Afeganistão, cruzando a fronteira e atacando o alvo em sua propriedade em Abbottabad.
Osama Bin Laden, antes do atentado terrorista ao Word Trade Center já havia liderado ataques às embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia, causando 224 mortos e milhares de feridos, em agosto de 1998, sendo acusado pelos EUA de complô para matar norte-americanos no exterior, já figurando antes do 11 de setembro na lista do Federal Bureau Of Investigation (FBI), como um dos 10 criminosos mais procurados pelos EUA, podendo ser encontrada a informação de sua morte no sítio eletrônico do FBI.
Segundo Mark Owen, pseudônimo dado ao integrante do grupo de elite da Marinha Americana (DVGRU), que escreveu o livro “NÃO HÁ DIA FÁCIL” (“NO EASY DAY), relatando detalhes da “Operação Lança de Netuno”
A partir do 11 de setembro de 2001, os integrantes do DVGRU entraram numa roda viva de missões ao Iraque e no Afeganistão, tendo como alvo comandos da Al-Qaeda e do Talibã. Foram para o Afeganistão imediatamente depois dos ataques ao World Trade Center e protagonizaram algumas das missões que tiveram maior cobertura da imprensa, como o resgate de Jessica Lynch no Iraque, em 2003.
seal-20121109-size-598
A CIA obteve todas as informações sobre o local onde estava Osama Bin Laden, e efetuando técnicas de inteligência, conseguiu dotar os executores da operação de todas os dados disponíveis para o sucesso da missão

Foi assim a semana inteira. Se tínhamos alguma pergunta, eles tinham a resposta. Sabiam dizer onde o Marchador andava, quem mais vivia na propriedade, que portões estavam trancados ou destrancados e até mesmo onde costumavam estacionar os carros. Dispunham uma quantidade imensa de fotografias tiradas de aviões não tripulados e por satélites. Havia pouca coisa que não soubessem a respeito do entorno da propriedade.
Além de inúmeras fotografias tiradas por aviões não tripulados e satélites, havia no centro de operações mapas do Paquistão e da cidade Abbottabad; filmes e imagens gravadas pelos aviões; diagrama que mostrava os detalhes da propriedade; maquete da propriedade de Osama Bin Laden em tamanho original, “com incrível riqueza de detalhes, incluindo árvores, carros na entrada, caixas d’água, arame farpado, casas vizinhas e campos de batata, onde eram realizados os treinamentos de assalto pelo DEVGRU.
Após Osaba Bin Laden ser morto por militares americanos, auxiliados pela CIA no Paquistão, muitas críticas foram feitas à operação, afirmando que a mesma foi ilegal, pois violou normas internacionais (ausência de autorização do Paquistão afrontando sua soberania; morte ao invés de julgamento por um tribunal internacional; lançamento de seu corpo no mar quando normas internacionais garantem sepultamento- Pacto de Direitos Civis e Políticos, aprovado pela ONU em 1966).
Para o professor de Direito da USP (Universidade de São Paulo) e do Mackenzie, Alysson Leandro Mascaro o respeito à soberania não pode ser quebrado por uma legitimidade jurídica advinda de normas internas de um país alheio. A justificativa jurídica dos EUA de que se defendem ou vingam uma situação de guerra não é superior à soberania do Estado paquistanês”
Para Fernando Fragoso, presidente do Instituto dos Advogados do Brasil e Membro do Tribunal Penal Internacional,o caso foi de uma operação para matar um cidadão, o que é um “homicídio como qualquer outro, violando as mais comezinhas regras de Direito Internacional”, e “do ponto de vista técnico, a ação não se justifica”, citando ainda, que operações como essas não são incomuns220px-Eichmann,_Adolf
(…) Adolf Eichmann, um dos organizadores do Holocausto, foi capturado por agentes israelenses da Mossad, em 1960, na Argentina, e levado para ser julgado por um tribunal israelense. Pela lei, o correto seria que Israel pedisse ao governo argentino para prendê-lo e enviá-lo para Israel. Condenado pela Justiça israelense, Eichmann foi enforcado em 1962. A agressão internacional não é comum, “mas não é por isso que vamos tratá-la como conduta lícita”, diz.
Na visão americana, trata-se de uma missão de captura e/ou morte de um comandante inimigo em campo de batalha, podendo ser justificado por diplomas legais como o ATO PATRIÓTICO, isentando de culpa, agentes do Estado que cometem infrações em defesa do Estado.
 O Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, em pronunciamento à Nação, após a morte de Bin Laden, disse que “A Justiça foi feita”, e que após assumir a Presidência, determinou ao então diretor da CIA, Leon Panetta, tratar como sua principal prioridade a tarefa de “matar ou capturar” Bin Laden. Embora tenha destacado agora ser possível “respirar aliviado”, advertiu ser ainda missão dos EUA eliminar a Al-Qaeda. “Nós não toleraremos ameaças a nossa segurança nacional nem a nossos aliados. Não há dúvidas que a Al-Qaeda continuará a nos atacar”, afirmou. “Quero deixar claro, como o fez o presidente George W. Bush, que a Guerra ao Terror não é contra o Islã. A Al-Qaeda é um destruidor em massa de muçulmanos.
Após o ataque de 11 de setembro, e sua desaprovação mundial, surgiram novos problemas relacionados ao Direito Internacional, no que diz respeito à reação que se deve dar aos responsáveis por atos terroristas, levando inclusive o Conselho de Segurança da ONU a editar a Resolução 1373.
US-Navy-Seals-007
Concluindo, para o sucesso da operação, necessário afirmar a eficiente atuação do Órgão de Inteligência Americano (CIA), e a execução por conta da tropa de elite da Marinha Americana (DEVGRU), confirmando o que sempre tenho dito da combinação de técnica com integração dos órgãos de inteligência. Necessário ainda que haja uma reformulação no Direito Internacional visando regular de maneira eficaz a reação por parte dos países aos ataques terroristas, impedindo sua proliferação e resguardando a soberania de cada Estado.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s